CPI investiga execuções em Curitiba
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quarta-feira, 10 de maio de 2000
Rubens Burigo Neto De Curitiba 
Os deputados da CPI Estadual do Narcotráfico começaram a ouvir os primeiros depoimentos que podem colaborar nas investigações do envolvimento de policiais com o crime organizado. Ontem, foram ouvidos o traficante Pedro Medeiros Rosa, o Mãozinha, e o pai de uma possível vítima de execução. Com medo de ser identificado, o homem (Pedro) usou um capuz preto.
O presidente da CPI, Algaci Túlio (PTB), informou que outros familiares de supostas vítimas deveriam depor ainda ontem à noite. Depois do Carnaval aconteceram 22 crimes na Região Metropolitana de Curitiba que podem estar relacionados com o tráfico, disse.
O relator da comissão, Ricardo Chab (PTB), afirmou que os deputados passaram uma semana procurando os familiares das vítimas e que foi muito difícil convencê-las a depor. Ele também criticou a demora da Secretaria de Segurança em enviar as cópias dos inquéritos destes crimes.
Os deputados ficaram surpresos ao saber de Pedro que, depois da morte do filho, a polícia sequer instaurou inquérito para investigar o crime. O adolescente, de 15 anos, foi assassinado junto com um amigo de 17 anos. Os dois levaram tiros na cabeça e tinham marcas de cordas no pescoço, pernas e pulsos. Pedro disse aos deputados que desconfia que a polícia ou traficantes teriam matado o filho, que, segundo ele, era viciado em maconha e já esteve preso para cumprir pena por assalto à mão armada e roubo de carros.
Apesar de estar preso há três meses, indiciado por tráfico de drogas, Mãozinha negou que seja o principal traficante do Centro Histórico de Curitiba.


