Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada pela Câmara Municipal de Rolândia investiga a possível ocultação de débitos de um terreno da Prefeitura que teria sido doado à empresa Fertfoliar, para construção de apartamentos do programa ''Minha Casa, Minha Vida''. Segundo a procuradora jurídica da Casa, Jéssica Contijo, a CPI está analisando documentos enviados pela administração.
''A Comissão ainda não chamou ninguém para depor porque vários documentos estão sendo analisados. Os vereadores têm um prazo de 90 dias, que pode ser prorrogado. Se a CPI verificar os papéis e decidir que tudo foi feito dentro da legalidade, pode ser que os depoentes nem sejam chamados e o caso seja arquivado'', explicou. A CPI é formada pelos vereadores Renato Sartori (PSB), presidente, José de Paula (PSB), relator, e Enéias Galvão (PSDB).
Segundo a denúncia apresentada por um munícipe - também enviada ao Ministério Público (MP) - até fevereiro de 2010, o terreno tinha uma dívida de IPTU de cerca de R$ 300 mil. Mas, em novembro foi retirada uma certidão negativa que atestava que todos os tributos estavam em dia. O principal problema é que, aparentemente, não há recibo de pagamento dessa dívida. Os vereadores investigam se o terreno foi vendido, como afirma a administração, ou doado, como afirma a denúncia protocolada na Câmara.
A assessoria de imprensa da Prefeitura afirmou que o prefeito, Johnny Lehmann (PTB), vai se pronunciar sobre o caso quando houver algum fato concreto. ''Todos os documentos que foram solicitados pelo MP e pela Câmara o setor jurídico enviou, por isso vamos aguardar para falar sobre o assunto. Tudo foi feito dentro da lei.''

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