Brasília - Os integrantes da CPI dos Correios pretendem concluir até a primeira quinzena de janeiro o confronto de nomes de assessores de parlamentares do Congresso Nacional com dados dos saques das contas do empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza.
A intenção da CPI é identificar se outros deputados, além dos já investigados, receberam recursos do ''valerioduto''. Os membros da comissão desconfiam que deputados podem ter usado assessores para receber o dinheiro das contas de Valério.
Por enquanto, o cruzamento de dados apontou que 47 pessoas mantiveram contato telefônico e transacionaram recursos com as 400 pessoas físicas ou jurídicas investigadas pela CPI dos Correios.
Outro contingente, aproximadamente 700 funcionários, tiveram contatos telefônicos ou bancários com as pessoas físicas e jurídicas investigadas.
O confronto de informações começou a ser feito há duas semanas, quando a CPI recebeu informações da base de dados do Ministério do Trabalho. Até o momento, a comissão não identificou outros parlamentares ''mensaleiros''.

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