CPI inclui Candinho e delegados do PR
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terça-feira, 05 de dezembro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
O deputado federal Pompeu de Mattos (PDT-RS) confirmou ontem que os nomes do ex-secretário da Segurança do Paraná Cândido Martins de Oliveira e dos delegados João Ricardo Kepes Noronha (ex-chefe da Polícia Civil do Paraná) e Mário Ramos serão incluídos na relação de citados durante a leitura do relatório final da CPI do Narcotráfico que acontece hoje em Brasília. Amanhã (hoje) à tarde, será apresentado o resultado das investigações, que apenas encerram uma parte do processo, dando ênfase ao aprofundamento do combate ao narcotráfico, afirmou Mattos em entrevista à Folha. Agora, o processo será entregue aos governos e à Justiça, que vão afastar ou punir os envolvidos com o processo, complementou.
Segundo o relator da CPI, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), o relatório final será encaminhado ao Ministério Público e também às corregedorias de Polícias de cada Estado. No Paraná, o diretor-chefe da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, afirmou que aguarda o processo para terminar as investigações contra policiais citados na vinda da CPI do Narcotráfico ao Paraná, entre Mauro Canuto, Edmir Silveira e Reginaldo Moreira.
O deputado Mattos, sub-relator da CPI responsável pelo Paraná, afirmou que os nomes citados no relatório serão daqueles que realmente se conseguiu juntar provas. No caso dos dois delegados e de Candinho, o deputado disse que são fortes os indícios de envolvimento com o narcotráfico ou crime organizado.
Atualmente, o ex-secretário Cândido Martins de Oliveira está afastado da vida pública. Já os delegados Mário Ramos e João Ricardo Kepes Noronha trabalham na Secretaria Executiva da Polícia Civil. O órgão é responsável pela parte administrativa da corporação. Junto com Noronha, também está o delegado Kyioshi Hattanda. Os três foram afastados junto com mais 14 policiais, em 2 de março, pelo governo estadual. Na época, o então secretário Cândido Martins de Oliveira prometeu uma investigação rápida do assunto. No entanto, ele caiu antes de conclusão dos processos, que ainda se arrastam.
Hoje, apenas dois policiais estão presos Elisiário Rodrigues da Silva e Edmir da Silveira. Além dos policiais afastados pelo governo estadual, a CPI citou outros 18 policias. O diretor-chefe da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, disse que após a passagem da CPI no Paraná, foram abertos 60 processos e inquéritos administrativos contra as pessoas citadas. A dificuldade é que testemunhas ouvidas pela CPI negam tudo quando é feita acareações, disse Ribeiro. Ele acredita que as investigações devem ganhar maior agilidade com a incorporação do material da CPI.


