Agência Estado
De Brasília
O senadores da CPI do Bancos tentarão amanhã, pela terceira vez, ouvir o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes sobre a informação de que ele teria depositado no exterior US$ 1,67 milhão. A informação consta de um bilhete assinado pelo ex-sócio na empresa de consultoria Macrométrica, Sérgio Bragança, encontrado na casa de Lopes por procuradores do Ministério Público.
Para o senador Eduardo Siqueira Campos (PFL-TO), Lopes não deveria perder a oportunidade de melhorar sua imagem. Campos lembrou que sugeriu a ele que prestasse informações sobre o bilhete quando o acompanhou no dia em que o presidente da CPI, senador Bello Parga (PFL-MA), deu-lhe voz de prisão. ‘‘Eu disse que ele tinha uma imagem de respeito e uma história pessoal a preservar, mas ele não respondeu nada’’, afirmou.
O senador tem em mãos os dados fiscais e bancários do ex-presidente do BC, obtidos antes dele obter a liminar do Supremo Tribunal Federal, mas que não pretende usá-los enquanto não for julgado o mérito da decisão.

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