CPI em Alagoas investiga políticos envolvidos com crime
A Assembléia Legislativa de Alagoas instala hoje uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar o envolvimento da chamada gangue fardada com políticos e empresários alagoanos. Proposta pelo deputado João Caldas (PMN), a CPI foi criada com um número regimental mínimo de assinaturas - apenas 9 dos 27 deputados assinaram -, um sinal da resistência que as investigações devem sofrer. Vamos investigar até o fato de o governador Manoel Gomes de Barros (PTB) ter recebido armas contrabandeadas da própria polícia, afirmou Caldas.
Barros nega que tenha recebido o fuzil alemão (Ruger-mini 14), que tem o mesmo calibre (5,56) dos fuzis AR-15. Segundo ele, a arma foi entregue, em 1996, aos seguranças do ex-governador Divaldo Suruagy (PMDB-AL). A arma já foi devolvida à secretaria (da Segurança). Não vejo nenhuma responsabilidade do governador nisso. O problema é que fizeram uma compra ilegal de armas no Paraguai e não há entrada dessas armas em nossos registros. Por isso, abrimos inquérito para investigar essa bagunça que fizeram no passado, afirmou à reportagem o secretário da Segurança,delegado João Mendes. A CPI vai ter de investigar também seus próprios integrantes. O primeiro deles é o deputado João Beltrão (PMDB), acusado pela Polícia Civil de ter receptado um carro roubado. (AF)





