CPI dos Sanguessugas poupa deputados sob suspeita
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quarta-feira, 28 de junho de 2006
Eugênia Lopes<br>Agência Estado 
Brasília - Nenhum dos parlamentares denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento com a máfia das ambulâncias será ouvido pela CPI dos Sanguessugas. A informação é do presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), ao argumentar ontem que o tempo de trabalho da comissão é exíguo - são 60 dias, no máximo - e será apresentado relatório parcial com o resultado preliminar das investigações da comissão de inquérito. A Procuradoria já pediu ao Supremo o indiciamento de 15 parlamentares e, nos próximos dias, pretende solicitar de mais 30 ou 32 congressistas.
''Entendo que os parlamentares apontados de envolvimento com o esquema não devam ser inquiridos pela CPI. Se chamássemos todos eles para depor iríamos inviabilizar a comissão'', afirmou Biscaia, durante a primeira reunião da CPI, ontem. ''Cerca de 45 parlamentares deverão ser denunciados ao Supremo. Esses inquéritos estão sob sigilo de Justiça. Uma vez identificados esses parlamentares, vamos dar um prazo para que eles apresentem suas defesas'', disse. As investigações da comissão de inquérito serão baseadas nas apurações e documentos da Polícia Federal e do Ministério Público sobre o esquema de compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento da União.
Ontem, os integrantes da CPI aprovaram sete requerimentos com a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico de pessoas ligadas ao esquema dos Sanguessugas. A presença de parlamentares na primeira reunião foi baixa e os requerimentos de quebra de sigilo quase não puderam ser aprovados por falta de quórum.


