CPI dos Precatórios: Iguaçu nega ter promovido funcionária
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de julho de 1997
Leandro Donatti Curitiba 
O Palácio Iguaçu distribuiu nota oficial rebatendo as declarações do relator da CPI dos Títulos Públicos, senador Roberto Requião (PMDB), que sugeriu a concessão, pelo governo do Estado, de um cargo DAS à funcionária Arlete Dias de Moraes, usada no esquema de lavagem do dinheiro desaguado no Paraná com a emissão dos precatórios.
De acordo com a Chefia da Casa Civil, que fez uma pesquisa na ficha funcional da servidora, o único período que Arlete Dias de Moraes teve cargo DAS-5 coincide com os governos do PMDB, entre 12 de julho de 1993 e 17 de janeiro de 1995. O período apontado pelo Palácio Iguaçu engloba o fim do governo Requião e a gestão de quase um ano do seu sucessor, o ex-governador Mário Pereira.
O Palácio diz ainda que no início do governo Lerner a funcionária foi removida da Secretaria do Planejamento para a de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a qual está vinculada até hoje. Na troca de função, autorizada pelo então secretário do Planejamento Cássio Taniguchi, a funcionária passou a receber salário menor.
A nota oficial do governo finaliza dizendo que a senhora Arlete Dias de Moraes teria como advogada a doutora Maria Marta Lunardon, que exerceu nos governos Requião e Mário Pereira elevada função de procuradora geral do Estado. A declaração é uma resposta a Requião que, na semana passada, acusou o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, de ter se oferecido na defesa da funcionária, convocada pelo Banco Central a dar explicações sobre a movimentação cambial de R$ 100 mil feita com o seu CPF (Cadastro de Pessoa Física).
Requião e Vilson Kleinubing (PFL-SC) voltam hoje às 10 horas na superintendência da Polícia Federal para tomar depoimento da funcionária e de outros envolvidos no esquema.


