CPI dos Grampos é prorrogada por mais 60 dias
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sexta-feira, 05 de dezembro de 2008
Ana Paula Scinocca<BR>Agência Estado 
Brasília- Sem ter produzido até aqui nenhuma investigação com potencial de desgastar o governo, a CPI dos Grampos foi prorrogada por mais 60 dias, descontado o período de recesso parlamentar. Ontem, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), prorrogou o funcionamento da CPI, prevista para terminar hoje. Chinaglia referendou requerimento já aprovado pela comissão com o pedido de adiamento das atividades até março de 2009.
O requerimento aprovado por Chinaglia tinha sido assinado pelos líderes de todos os partidos da Casa. Para referendar a decisão, o presidente não precisou consultar o plenário.
Houve uma solicitação da própria CPI para a prorrogação. Na primeira prorrogação, havia elementos de disputa, por isso condicionei esta tarefa à opinião dos líderes. Me trouxeram uma lista com todos os líderes concordando com a prorrogação, por isso já prorroguei os trabalhos, disse Chinaglia.
O relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), disse que vai usar o período do recesso legislativo, entre dezembro e fevereiro, para elaborar o relatório final da comissão. Vamos dedicar a próxima semana para ouvir juristas no que diz respeito às escutas. Em fevereiro e março, haverá a apresentação do relatório final. Vou aproveitar o recesso para analisar documentos, afirmou.
Pellegrino disse não ter decidido ainda sobre eventual pedido de indiciamento do diretor-geral afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda.
O deputado afirmou que vai cobrar de Lacerda explicações sobre as afirmações dele à CPI. As declarações do diretor da Abin - de que agentes da agência não participaram da Satiagraha - foram desmentidas por arapongas que não só confirmaram a participação do órgão como disseram ter recebido ordens do mais alto escalão da Abin. Eu ainda não tenho convicções. Minha idéia é enviar um ofício ao doutor Lacerda pedindo informações complementares. Só depois do ofício vou me decidir, afirmou o relator.


