Rio de Janeiro A CPI criada pela Assembléia Legislativa do Rio para investigar a corrupção na Fazenda estadual pediu ontem à Justiça a prisão preventiva dos cinco fiscais suspeitos de enviar dinheiro para a Suíça e quebrou os sigilos bancário, fiscal e telefônico de cerca de cem pessoas.
Batizada oficialmente de CPI da Corrupção na Fazenda, a comissão quer saber se há mais gente envolvida no esquema de corrupção que desviou US$ 33 milhões para bancos na Suíça. A quebra de sigilo inclui 75 fiscais que passaram pela Inspetoria de Contribuintes de Grande Porte da Secretaria de Fazenda de 1999 a 2002, três superintendentes de fiscalização, secretários e subsecretários de Fazenda que ocuparam cargos no período.
Até agora, estavam sob investigação cinco fiscais entre eles, Rodrigo Silveirinha Corrêa, ex-subsecretário de Administração Tributária e oito auditores da Receita Federal no Rio. A CPI também vai encaminhar ao Ministério Público Federal uma solicitação para que o órgão peça a prisão preventiva dos auditores investigados. O pedido de prisão não foi feito pela própria CPI porque os deputados temeram que isso desviasse a investigação para a esfera federal, por envolver funcionários da União.
O deputado Paulo Ramos (PDT), relator dos dados do sigilo fiscal e patrimonial, disse que será inevitável a convocação, para prestar depoimento, da governadora Rosinha Garotinho (PSB) e dos ex-governadores Anthony Garotinho (PSB) e Benedita da Silva (PT).
A CPI pedirá ao Ministério Público da Suíça informações sobre a movimentação das contas localizadas. Também quer saber se os outros 75 fiscais cujo sigilo foi quebrado têm contas bancárias naquele país. A Inspetoria de Grande Porte, que era subordinada a Silveirinha, passará por uma auditoria. Todos os autos de infração na Secretaria de Fazenda que resultaram em processo judicial serão analisados pela CPI. O presidente da CPI, Paulo Melo (PMDB), afirmou que a comissão não acabará em pizza.

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