Brasília - A CPI dos Correios quebrou ontem os sigilos bancário, fiscal e telefônico de 14 fundos de pensão, 30 corretoras, 21 operadores de mercado e de três empresas que teriam negócios com essas entidades de previdência. O objetivo é identificar transações que teriam causado prejuízos às fundações visando, supostamente, desviar recursos para o caixa dois do PT. ''Muitos falam que os fundos de pensão são uma caixa preta. Temos agora uma oportunidade única de investigá-los'', afirmou o sub-relator desse assunto na CPI, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA). A abertura dos dados é referente aos últimos cinco anos.
Foram quebrados os sigilos dos seguintes fundos: Sistel (empresas de telefonia), Refer (ferroviários), Nucleos (estatais de energia nuclear), Prece (Cedae/ Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro), Funcef (Caixa Econômica Federal), Petros (Petrobras), Geap (Servidores da Administração Federal), Centrus (Banco Central), Real Grandeza (Furnas), Eletros (Eletrobrás), Serpros (Serviço Federal de Processamento de Dados), Postalis (Correios), Portus (sistema portuário), Previ (Banco do Brasil). A CPI analisará operações de mercado como as de compra e venda de títulos e valores mobiliários, de compra e venda de imóveis, transações realizadas com instrumentos financeiros derivativos e contratação de serviços de assessoria e consultoria.

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