Brasília - A CPI dos Bingos marcou para o próximo dia 11 de agosto o depoimento do ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República. Waldomiro Diniz foi flagrado em uma fita gravada pelo empresário do ramo de jogos, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pedindo propina para bancar campanhas eleitorais do PT. Além de Waldomiro, mais 13 pessoas vão depor na CPI a partir da primeira semana de agosto, entre eles o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Matoso.
A CPI dos Bingos aprovou ontem também a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de oito pessoas. São elas: Rogério Tadeu Barutti, acusado de intermediar o contrato entre a CEF e a Gtech é ex-assessor da prefeitura de Ribeirão Preto na gestão do ex-prefeito e atual ministro da Fazenda, Antonio Palocci; Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que sofreu tentativa de extorsão por parte de Waldomiro Diniz; Ralf Barquete Santos, já falecido, ex-secretário de Fazenda de Ribeirão Preto na gestão Palocci.
Também foram quebrados os sigilos de Marcelo José Rovai, então diretor de marketing da Gtech; Enrico Giannelli, advogado da Gtech; Denilvaldo Henrique Almeida, advogado e membro do PT, acusado de participar das negociações entre o governo e a Gtech; Elsa Gomes Buratti, esposa de Rogério Tadeu e Antônio Carlos Lira da Rocha, ex-presidente da Gtech Brasil.

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