Agência Estado
A CPI do Sistema Financeiro começou ontem a investigar as razões que levaram a Encol, uma das maiores construtoras do País, à falência, bem como os empréstimos concedidos pelos bancos oficiais, notadamente o Banco do Brasil, quando a construtora já se encontrava em dificuldades financeiras. A Encol teve a falência decretada no início desde ano, depois de ficar um ano em concordata, deixando uma dívida de cerca de R$ 2,5 bilhões e 42 mil mutuários sem receber suas salas, lojas ou apartamentos.
Os empréstimos do Banco do Brasil para a Encol, que em dezembro de 1997 somavam R$ 200 milhões, já foram objeto de auditoria interna do próprio banco, do Banco Central e do Ministério da Fazenda. O resultado da auditoria interna do Banco do Brasil, que foi contestado pelo Conselho Fiscal e, por isso, foi objeto de auditoria externa pelo Ministério da Fazenda, apontou diversas irregularidades nas sucessivas renovações das operações de crédito com a empresa.
Entre o que os auditores do Banco do Brasil classificaram de ‘‘falhas operacionais’’ está a renovação de operações sem as devidas garantias, o desvio de finalidade do empréstimo e trocas de garantias.
O ex-controlador da construtora, Pedro Paulo de Souza, entregou-se à Justiça de Goiás na semana passada, depois de ficar cerca de três meses foragido.

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