CPI do serviço funerário vai propor nova licitação
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2001
Sid Sauer De Campo Mourão 
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os serviços funerários em Campo Mourão, Sidnei de Souza Jardim (PPS), disse ontem que uma das primeiras medidas será pedir à prefeitura a abertura de uma nova licitação. O contrato com as duas atuais funerárias da cidade vence no dia 23 deste mês.
Vamos pedir ao Executivo que não prorrogue o prazo por um período superior ao tempo que a CPI tem (90 dias) para apresentar o relatório final, explicou Jardim. O contrato com as funerárias venceu em março do ano passado, mas foi prorrogado por mais um ano sem a abertura de nova licitação. É isso que a comissão quer evitar desta vez.
Jardim disse que já existem provas de irregularidades contra as funerárias da cidade. Ele se refere a um caso apurado pelo vereador Isidorio Moraes (PSL) em que uma funerária cobrou parte do serviço R$ 299,50 por fora.
A CPI dos serviços funerários tem como objetivo juntar nos primeiros 15 dias de trabalho o maior número possível de denúncias da população contra as funerárias. Para isso, foram colocados à disposição os telefones (44) 523-2330, da Câmara, e 156, da Ouvidoria Geral da prefeitura. As funerárias negam que tenham irregularidades.
Em Curitiba, a CPI da Câmara criada para investigar a suposta cartelização do serviço funerário deverá ser instalada na semana que vem. Depois de servir de palanque político para vereadores e de ficar cinco meses sem qualquer atividade, a CPI deverá marcar a primeira reunião para a escolha de presidente e relator.
Agora teremos que começar tudo de novo, afirmou Natálio Stica (PT), presidente da Comissão Especial de Investigação (CEI) que realizou as primeiras investigações sobre o caso no ano passado. A CEI foi transformada em CPI por causa da dificuldade dos vereadores de exigir a presença dos acusados. (Colaborou Luciana Pombo, de Curitiba)


