CPI do Proer tem reunião em Brasília
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terça-feira, 29 de janeiro de 2002
Rosane Henn Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da CPI do Proer, Gustavo Fruet (PMDB-PR), disse ontem que a comissão deve recorrer caso o Supremo Tribunal Federal (STF) acate o mandado de segurança impetrado pelos ex-liquidantes do Banco Bamerindus Flávio Siqueira e Gilberto Loschila, e dos assessores Antônio Toledo e Marcos Frasão, que tiveram decretada a quebra de seus sigilos bancário e fiscal.
Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito, criada pela Câmara dos Deputados, se reúnem hoje em Brasília para discutir o assunto e o andamento dos trabalhos. A CPI investiga irregularidades no programa do governo federal de socorro financeiro aos bancos privados.
De acordo com Fruet, a tentativa dos ex-liquidantes do Bamerindus em não disponibilizar suas contas é uma prerrogativa de cada um, mas o deputado lembra que durante seu depoimento à CPI, Flávio Siqueira, por exemplo, afirmou que concordaria com a quebra do seu sigilo bancário e fiscal.
Segundo o presidente da CPI do Proer, o ex-controlador do Bamerindus José Eduardo de Andrade Vieira deve ser convocado novamente para prestar esclarecimentos sobre a intervenção no banco, decretada pelo Banco Central em março de 1997. Vamos agendar um data, provavelmente na segunda quinzena de fevereiro, para ouvir novamente o ex-dono do Bamerindus, disse.
O deputado paranaense comentou ainda a prisão de ex-dirigentes do Banco Nacional, ocorrida na última sexta-feira. A CPI não tem a responsabilidade direta pela prisão, mas contribuiu para isso porque mexeu em um assunto que estava parado há vários anos e durante o inquérito trouxe a público irregularidades cometidas naquela instituição, afirmou.
A comissão tem até o dia 10 de março para finalizar suas investigações, mas Fruet pretende ter seu relatório concluído daqui a um mês.


