CPI do Pedágio pode convidar Jaime Lerner a depor
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terça-feira, 06 de agosto de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem local 
Curitiba - O ex-governador Jaime Lerner pode ser convocado pela CPI do Pedágio a explicar o porquê da concessão de rodovias paranaenses à iniciativa privada, em 1997, durante o seu primeiro mandato no Executivo. A iniciativa partiu do deputado estadual Tercílio Turini (PPS), que apesar de não ser membro efetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), está acompanhando as reuniões. O convite será votado na próxima terça-feira, pelos nove membros que compõe a CPI, e pode ser rejeitado pelos parlamentares.
"Não tem que ficar com pluridos, se vai chamar ou não o ex-governador para depor na CPI. A comissão tem que chamar as pessoas e, se tiver dúvidas depois, pode convidar de novo para complementar o depoimento. A CPI terá que ouvir muita gente, e eu entendo que conversar com Jaime Lerner é importante. Foi na gestão dele que assinaram os contratos e fizeram um aditivo baixando o preço e retirando obras", argumentou Turini. Ele quase foi barrado de sugerir o convite a Lerner, por não ser membro efetivo da CPI.
Ao levantar o tema durante a reunião, argumentou-se que somente os membros da CPI poderiam apresentar requerimentos. Turini estava escalado para representar o PPS na comissão, mas foi substituído em cima da hora por Douglas Fabrício, que acabou eleito relator da CPI com o apoio do líder do governo, Ademar Traiano (PSDB). A suplência foi ocupada pelo Doutor Batista (PMN), "rifando" Turini da CPI. Ele já sofreu a mesma oposição quando teve recusada a ideia de um "pedagiômetro" para medir o tráfego de veículos e a arrecadação das concessionárias.
O convite a Lerner só foi incluído na discussão graças à intervenção de Alceuzinho Maron (PSDB), que aceitou assinar o requerimento como membro da CPI, formalizando o convite junto ao presidente da comissão, Nelson Luersen (PDT). "O Tercílio tem colaborado e não havia motivos para não oportunizar a discussão do requerimento", afirmou o tucano. Ele, Luersen e Douglas Fabrício entendem que os depoimentos devem ficar para setembro, sinalizando que Lerner possa ser "blindado" pela CPI neste momento.
Outro assunto polêmico abordado na CPI foi a quebra do sigilo bancário e telefônico das concessionárias, sugerido por Cleiton Kielse (PMDB). Ele chegou a formular o requerimento, mas recuou após debate com os outros membros. Na semana que vem, ele e Péricles de Mello irão "depor" à CPI, apesar de serem membros, para apresentar dados que já tinham levantado sobre os contratos. Luersen também confirmou que os contratos sociais das empresas já foram enviados pela Junta Comercial do Paraná. "São 700 folhas e nós estamos estudando a possibilidade de divulgá-las na internet", declarou o presidente da CPI.


