Curitiba - A CPI do Pedágio solicitou ao Tribunal de Contas (TC) do Estado a realização de novas auditorias nas seis concessionárias que operam no Paraná. O requerimento foi aprovado ontem, na Assembleia Legislativa (AL), e dá prazo de 120 dias para o TC revisar os contratos originais de pedágio, as obras executadas e os aditivos contratuais, ou ceder técnicos para que a investigação seja realizada pela comissão.
O ex-procurador geral do Estado Júlio Zem Cardozo devia ter participado da CPI do Pedágio, mas informou ontem pela manhã que "já tinha compromissos" e que "não poderia participar". Sem a tomada do depoimento, os políticos aproveitaram para convocar Zem e outros dois procuradores gerais para depor semana que vem. "Primeiro a gente faz um convite, por educação, e se a pessoa não vir fica convocada para a reunião seguinte", esclareceu Nelson Luersen (PDT), presidente da CPI.
Do período Requião (PMDB), os políticos convocaram Sérgio Botto de Lacerda e Jozélia Nogueira (que volta hoje ao posto, na gestão Beto Richa, do PSDB). Os três serão ouvidos separadamente, a partir das 9 horas da próxima terça-feira. "Queremos saber o que motivou o governo do Paraná, na gestão Requião, a entrar na Justiça contras as concessionárias e o porquê dessas ações serem suspensas pelo atual governo", confirmou Luersen.
Outro requerimento polêmico partiu do relator da CPI do Pedágio, Douglas Fabrício (PPS), que pediu a convocação do secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa (irmão do governador). O depoimento não tem data definida para acontecer, assim como o do ex-governador Jaime Lerner, que ainda não foi intimado pela CPI do Pedágio. Fabrício também pediu o número de óbitos nas rodovias e em decorrência de acidentes (falecimentos em hospitais), a receita bruta das concessionárias e explicação sobre a praça de pedágio de Jacarezinho.

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