CPI do Pedágio: Não desistimos das ações
Curitiba - A procuradora geral do Estado, Jozélia Nogueira, afirmou na CPI do Pedágio que a suspensão das ações judiciais é uma determinação política da gestão Beto Richa (PSDB). "O Estado buscou e tentou por várias vias o reequilíbrio financeiro, até mesmo com a revisão da tarifa. A suspensão das ações é para tentar um acordo e resolver esta questão. Não iríamos e não iremos desistir das ações judiciais. Mas esta negociação está sendo feita para garantir a defesa do interesse público", defendeu. Diferente da semana passada, o presidente e o relator da CPI do Pedágio, Nelson Luersen (PDT) e Douglas Fabrício (PPS), consideraram o depoimento satisfatório.
Provocada a comparar Roberto Requião (PMDB) e Beto Richa, Jozélia evitou o assunto. "Não vejo ninguém como vilão ou mocinho. Em 1997, as estradas estavam esburacadas, abandonadas pelo governo federal. O pedágio foi necessário e o povo do Paraná aplaudiu. Alguns equívocos foram cometidos e os aditivos foram um remendo com a intenção de reequilibrar o contrato. Então não há que se falar em inércia do Estado ou em omissão", afirmou. Para a próxima semana os políticos convidaram representantes da empresa Engefoto, de consultoria na área de engenharia dos transportes, que integrou o consórcio responsável pelo estudo de implantação do pedágio no Paraná. (J.L.J.)





