CPI do Pedágio começa rachada
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Prometendo uma CPI do Pedágio "sem demagogia" e com transparência, Nelson Luersen (PDT) foi confirmado ontem na presidência da comissão parlamentar de inquérito. Adelino Ribeiro (PSL) será o vice-presidente. A votação foi realizada ontem à tarde e não trouxe surpresas. Douglas Fabrício (PPS) foi mantido na relatoria e terá Wilson Quinteiro (PSB) auxiliando na redação. A primeira reunião acontece na segunda-feira, às 10h, quando será definido o plano de trabalho.
A CPI do Pedágio começa rachada entre os deputados estaduais que assinaram o pedido de instalação (Luersen, Adelino e Péricles de Mello, do PT) e os demais. Apesar de minoritário, o grupo conseguiu ficar com a presidência e a vice. O petista chegou a se candidatar a relator da comissão, mas foi derrotado por Douglas Fabrício. O trio votou nele, mas os outros seis parlamentares garantiram o controle da relatoria a membros fiéis da base governista. Apoiam a dupla de relatores os peemedebistas Artagão Júnior e Nereu Moura, além de Alceu Maron e Bernardo Carli, do PSDB.
"Só instalamos a CPI por conta do erro na retirada da assinatura do deputado Cheida (PMDB). Se não fosse por isso, ela não estaria acontecendo", declarou Nelson Luersen. No mês passado, o presidente da Assembleia Legislativa (AL), Valdir Rossoni (PSDB), e outros seis deputados retiraram seus apoiamentos à CPI do Pedágio, forçando o arquivamento. Na relação estava Cheida, então licenciado da AL para atuar no governo de Beto Richa (PSDB). Luersen quer rever os termos do contrato e dos aditivos e checar a "viabilidade da redução das tarifas".
Para o presidente da CPI, o próximo passo é conseguir que a AL viabilize a contratação de uma equipe técnica para assessorar a investigação. Luersen considera necessária a presença de contadores, engenheiros e estatísticos. Sobre a indicação de Douglas Fabrício para a relatoria, ele disse que preferia ver na CPI deputados que tivessem se comprometido com a investigação desde o início.
"Espero que essa CPI do Pedágio seja melhor que as demais", afirmou o relator. Com base política em Campo Mourão, Fabrício atestou que sabe da cobrança da sociedade e que isso dá mais qualidade ao trabalho dos parlamentares. Perguntado sobre a possibilidade de a comissão ser corrompida durante a investigação, o vice-presidente da CPI, Adelino Ribeiro, prometeu sair da comissão se "sentir cheiro de propina". "Se isso acontecer, saio da CPI para não ser ventilado como vendido."


