CPI do Narcotráfico volta ao Paraná
Giovani Ferreira
De Curitiba
A CPI do Narcotráfico que investiga o crime organizado no País volta ao Paraná na primeira semana de maio. Entre os dias 2 e 5 de maio uma subcomissão formanda por quatro deputados federais estará nas cidades de Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. Ainda não está confirmado, mas dependendo do progresso dos trabalhos, a subcomissão pode passar por Curitiba na intenção de colher depoimentos e informações sobre o esquema dos desmanches de automóveis.
O deputado Padre Roque Zimmermann (PT-PR) disse a CPI volta ao Paraná porque tem muita coisa que ficou por fazer. De acordo com Zimmermann, é preciso abrir os trabalhos para o resto do Estado. A expectativa da subcomissão, conforme o deputado, é poder dar continuidade às investigações iniciadas em Curitiba, onde os questionamentos se restringiram à Polícia Civil, e investigar outros segmentos que podem estar envolvidos com o esquema do narcotráfico. A CPI esteve em Curitiba entre os dias 29 de fevereiro e 3 de março.
Os deputados ficam em Foz do Iguaçu nos dias 2 e 3 dando prosseguimento às investigações sobre o envolvimento de policiais Civis e Federais com o esquema de tráfico de drogas na fronteira. No dia 13 de março o deputado Padre Roque esteve na cidade apurando denúncias de que casas de câmbio estariam sendo utilizadas pelos traficantes para lavar o dinheiro do narcotráfico.
Outra missão em Foz, motivo que também contribuiu para o retorno da CPI ao Paraná, é a busca de informações sobre o esquema de contrabando, principalmente de armas. Em depoimentos colhidos pela comissão em São Paulo, várias pessoas que foram ouvidas citaram o Paraná como parte integrante da rota de tráfico de armas, que viriam de Miami e passavam pelo Porto de Paranaguá e pela cidade da fronteira. Sobre as denúncias de contrabando, existe a suspeita que um aeroporto particular em Foz seja usado para a entrada e saída de armas do País.
Em Ponta Grossa, a subcomissão vai analisar, nos dias 3 e 4 de maio, os trabalhos feitos até o momento pela CPI Municipal, que já ouviu policiais militares, civis, presidiários e ex-detendos condenados por envolvimento com o narcotráfico. No início do mês, o diretor-geral da Polícia Civil do Paraná afastou dois delegados e o superintendente da da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, que estão sendo acusados de comandar o tráfico na cidade.
Uma das maiores apreensões de cocaína no Paraná foi realizada em fevereiro no aeroporto do município de Castro, Região dos Campos Gerais, a 40 quilômetros de Ponta Grossa, quando a Polícia Federal encontrou 80 quilos da droga. A CPI Municipal tem informações de que as drogas chegariam em Ponta Grossa através de receptadores de municípios da região, onde a fiscalização é deficiente.
O deputado Padre Roque explicou que a subcomissão tem praticamente os mesmos poderes da CPI, podendo requisitar documentos, colher depoimentos e incluisve solicitar a prisão de suspeitos. A única coisa que a subcomissão não pode é votar algum procedimento especial dentro das investigações. Além de Padre Roque, vêm ao Paraná os deputados Pompeu de Mattos (PDT-RS), Éber Silva (PDT-RJ) e Lino Rossi (PSDB-MT).Desta vez parlamentares vão concentrar investigações em Ponta Grossa e Foz do Iguaçu, a partir do próximo dia 2 de maio
Arquivo FolhaCONTINUIDADERoque Zimmermann: Tem muita coisa que ficou por fazer; é preciso abrir os trabalhos para o resto do Estado





