'CPI do Grampo' pode ser instalada só em 2007
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quinta-feira, 09 de novembro de 2006
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar a relação do policial civil Délcio Rasera com o poder Executivo pode não ser instalada no atual mandato da Assembléia Legislativa do Paraná. Rasera estava cedido ao Palácio Iguaçu e foi indiciado pelo Ministério Público do Estado porque supostamente comandava uma quadrilha de interceptações telefônicas clandestinas. O fato foi usado pelos adversários do governador reeleito Roberto Requião (PMDB) na disputa eleitoral de outubro. Requião nega qualquer ligação com o policial civil. O caso ainda está sendo julgado pela Vara Criminal de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.
O requerimento que solicitava a criação da ''CPI do Grampo'', de autoria do deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), foi aprovado em setembro. Mas, até agora, nenhuma das lideranças dos partidos da Casa indicaram os nomes que irão compor a comissão. O prazo terminou anteontem. ''Ninguém apresentou nomes. Nem mesmo aqueles que pediram a criação da CPI'', afirmou o deputado estadual Pedro Ilkiv (PT), que presidia a Casa até ontem, em substituição a Hermas Brandão (PSDB), que permaneceu à frente do Executivo durante quase dois meses.
Já Rossoni garante que a presidência é que deveria ter tomado uma atitute. ''O maior responsável pela instalação da CPI é o presidente. Depois os líderes dos partidos. Eu não sou líder de partido. O presidente (Pedro Ilkiv) não fez nenhuma reunião com os líderes'', criticou o tucano.
A tarefa ficou para Hermas, que informou ontem que na segunda-feira irá colocar um prazo de 48 horas para os partidos indicarem os nomes. Se o prazo não for obedecido, o próprio presidente da Casa deverá escolher os parlamentares. ''Mas é muito difícil que a instalação ocorra agora. Não dá mais tempo'', disse Hermas. O fim do mandato legislativo encerra dia 15 de dezembro.
Ontem o petista Ilkiv promulgou a emenda que põe fim ao voto secreto na Casa e solicitou sua publicação no Diário Oficial do Paraná. A partir daí, o voto aberto já passa a valer.


