CPI do Bingo tem 32 adesões
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004
Agência Folha 
Brasília - A falta de articulação política do governo permitiu que senadores da própria base aliada contribuíssem para reunir ontem as assinaturas necessárias para criar uma CPI do Bingo, que na prática poderá investigar os atos do ex-subchefe da Presidência Waldomiro Diniz, suspeito de representar os interesses do jogo no Congresso e no governo.
A oposição resolveu usar a CPI do Bingo como uma alternativa à CPI para investigar Waldomiro. No caso da primeira, já foram coletadas as assinaturas necessárias para sua instalação. No da segunda, ainda não.
Waldomiro Diniz foi exonerado na semana passada depois da divulgação de uma fita de vídeo em que aparece cobrando propina do empresário do bingo Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O dinheiro foi pedido para campanhas eleitorais. Na época, Waldomiro era presidente da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro). Nas imagens, o ex-presidente da Loterj chega a propor ao bicheiro que reescreva um edital para a exploração do bingo eletrônico no Estado.
O requerimento para a instalação da CPI do Bingo foi de autoria do líder do PL, senador Magno Malta (ES), mas a senadora Heloísa Helena (sem partido-AL) ajudou a coletar as assinaturas. O tema da comissão é a suposta lavagem de dinheiro por bingos e máquinas caça-níqueis. No final da tarde de ontem 32 senadores haviam assinado o requerimento, 11 da base aliada. Desses, 7 são petistas. Para instalar uma comissão parlamentar de inquérito é necessário o apoio de um terço da Casa - 27 senadores.


