CPI do Banestado tenta ouvir Giovani Gionédis
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terça-feira, 28 de outubro de 2003
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A CPI do Banestado espera hoje o depoimento do ex-secretário de Estado da Fazenda Giovani Gionédis, para questioná-lo sobre o processo de saneamento e privatização do Banestado, vendido para o paulista Itaú em outubro de 2000 por R$ 1,6 bilhão. O depoimento de Gionédis foi marcado para as 10 horas.
Os deputados estão ansiosos para ouvir o que Gionédis tem a dizer. No último dia 21, o ex-secretário de Jaime Lerner (PSB) deixou a sessão da CPI sem depor e disparando acusações contra o relator da comissão, deputado estadual Mário Sérgio Bradock (PMDB). Gionédis, a principal testemunha daquele dia, disse que a assessoria de Bradock estaria comercializando ''títulos do município''. Ele não deu detalhes, aumentando o suspense. Bradock disse desconhecer se algum funcionário seu comercializa títulos, mas prometeu investigar.
Gionédis acusou ainda os deputados da CPI de não estarem questionando os depoentes, como deveria ser o papel de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas de estarem acusando antecipadamente as testemunhas. O presidente da CPI, Neivo Beraldin (PDT), disse que vai pedir aos deputados da comissão que ''ouçam e façam perguntas'', para evitar novo tumulto. De acordo com Beraldin, a Assembléia já contratou um perito para assinar um laudo técnico sobre a venda do Banestado.
Em outra frente de investigação, a CPI espera que a Justiça Federal se pronuncie sobre o pedido de exumação do corpo do ex-secretário do Esporte e Turismo e ex-diretor da Banestado Leasing Osvaldo Magalhães dos Santos, o Osvaldinho. O juiz da 2 Vara Criminal Federal, Sérgio Moro, pediu na semana passada que o Ministério Público federal se manifeste. Osvaldinho morreu em um acidente de automóvel no feriado de 7 de Setembro de 1998. Na época, era alvo de investigação do Ministério Público, que apurava prejuízos de R$ 600 milhões ao Banestado, originados em empréstimos feitos a empresas que não tinham condições financeiras de restituir os valores. A procuradora Suzete Bragagnolo deve concluir o parecer nesta quinta-feira, e encaminhá-lo ao juiz.


