Brasília - A CPI do Banestado convocou novamente o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e desta vez tomará o depoimento dele em sessão aberta, a partir das 11 horas de hoje, porque uma nova decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) dispensou a realização de reunião fechada. No último dia 27, a comissão tentou ouvi-lo em sessão fechada, por ordem do STF, mas os senadores e os deputados abriram mão do depoimento depois que Pitta se recusou a assinar um termo de compromisso para dizer somente a verdade. Na véspera, o ministro do STF Cezar Peluso havia concedido duas liminares, uma proibindo o acesso da imprensa à sessão, e a outra lhe deu o direito de depor como investigado, o que lhe permitiu ficar calado.
A CPI apura desvios de dinheiro para o exterior por meio do Banestado. Pitta foi convocado porque a sua ex-mulher Nicéa Camargo disse que ele tinha contas no exterior. Os membros da CPI pediram a Peluso que reconsiderasse as suas decisões. Relator de um habeas corpus e um mandado de segurança movidos por Pitta, o ministro atendeu parcialmente o pedido da comissão, em três pontos.
Ele autorizou a realização de sessão aberta, desde que sejam feitas perguntas ''genéricas e indiretas'', que não revelem dados pessoais protegidos por sigilo. Também permitiu a participação de outros senadores e a inclusão de dados sigilosos no relatório final e em documentos que forem enviados ao Ministério Público. Pitta quis depor como investigado, porque, nessa condição, tem a garantia constitucional contra a auto-incriminação, o que significa que pode ficar calado sempre que entender que a resposta pode comprometê-lo.

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