Brasília - A CPI do Banestado, que investiga a remessa ilegal de recursos para o exterior, ouve hoje o depoimento do delegado José Castilho Neto. Até maio do ano passado, ele presidiu o inquérito da Polícia Federal sobre o esquema e, entre fevereiro e abril deste ano, comandou, em Nova York (EUA), as diligências que tentaram identificar os beneficiários finais dos cerca de US$ 30 bilhões depositados na agência do Banestado em Foz de Iguaçu.
Amanhã, a CPI ouvirá o procurador Luiz Francisco de Souza. Ambos afirmam dispor de dados sobre pessoas envolvidas no esquema. Se depender do presidente e do relator da comissão, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) e deputado José Mentor (PT-SP) respectivamente, os nomes devem ser preservados até o final da investigação para evitar o risco de incriminar pessoas inocentes. ''Temos de ser cautelosos para não prejudicar e favorecer criminosos'', argumenta Mentor.
O senador Antero lembra que o depoente é o responsável pelas informações que divulgar. Os parlamentares afirmam estar dispostos a tornar a sessão reservada, se essa for a vontade de Castilho ou de Luiz Francisco. A expectativa de Antero é que hoje a força-tarefa do Ministério Público entregue à comissão e ao Ministério da Justiça as informações solicitadas pelas autoridades norte-americanas para atender o pedido de quebra de sigilo bancário de 25 contas abertas na agência do Banestado em Nova York.

mockup