CPI do Banestado ouve acusados do Propinoduto
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terça-feira, 11 de novembro de 2003
Agência Folha 
Rio - Os integrantes da CPI do Banestado ouviram ontem, no auditório da Justiça Federal no Rio, sete envolvidos no escândalo do Propinoduto, o suposto esquema de corrupção de fiscais estaduais e auditores federais, que enviou irregularmente US$ 33,4 milhões para contas na Suíça. O primeiro a ser ouvido foi o ex-secretário de Fazenda Carlos Antônio Sasse, que prestou depoimento reservadamente. Ele não é réu no processo.
Em seguida, foi a vez do fiscal Carlos Eduardo Pereira Ramos, que aparece como dono de contas na Suíça no valor US$ 18 milhões. Ele, que foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão em primeira instância, não conseguiu explicar sua ligação com a Coplac, empresa que teria feito a remessa ilegal para o exterior. Ele acusou os deputados de promoverem um ''carnaval'' com o caso.
''Com os US$ 30 bilhões do Banestado (total do valor teria sido enviado ilegalmente para uma agência do banco nos EUA), estão fazendo um maior sigilo. Aqui, nós vemos esse carnaval'', disse Pereira Ramos. Além do fiscal e de Sasse, depuseram os donos da Coplac, Ronaldo Adler e Herry Rosemberg, Marlene Rozen, secretária de Reinaldo Pitta e Alexandre Martins, donos da Gortin Promoções, além de dois funcionários da empresa Marcelo Mesquita e Arilson da Silva Filho.
O ex-secretário de Administração Tributária do Rio Rodrigo Silveirinha Corrêa teve o seu depoimento adiado para hoje. Os deputados vão ouvir ainda mais 15 pessoas, além de Silveirinha, condenado em primeira instância a 15 anos de prisão.


