CPI do Banestado no Senado só depois do carnaval
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2003
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
O pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar a evasão de divisas através da agência Banestado de Nova York, deverá ser colocado em plenário somente após o Carnaval.
A proposta, de autoria da senadora Ideli Salvati (PT-SC), tem 35 assinaturas, sete a mais do necessário para instalação da CPI. A senadora, que já conseguiu a adesão de quase todos os partidos no Senado, está aguardando apenas a assinatura de pelo menos um dos 18 senadores do PFL. ''Quero que essa CPI tenha amplitude suprapartidária indiscutível. No noticiário desse final de semana apareceu o nome do senador Jorge Bornhausen'', disse Ideli, se referindo as reportagens publicadas na imprensa nacional, em que aparece o nome do presidente nacional do PFL em uma operação no Banestado de Nova York, no valor de US$ 16 mil.
''Estamos trabalhando para conseguir as assinaturas necessárias politicamente. Vimos situações na Casa onde pedidos de CPI tinham quase 40 assinaturas e acabaram não se instalando por conta das conversas de bastidores'', disse.
A deputada federal Clair Martins (PT), fez um pronunciamento ontem solicitando a formação de uma comissão de representação para acompanhar o andamento da CPI do Banestado, formada ontem na Assembléia Legislativa.
''Nós queremos acompanhar a investigação sobre as fraudes, a evasão de divisas, acho que essa questão extrapola os níveis do estado do Paraná, em função disso estamos solicitando à Câmara que tenha uma comissão de representação'', afirmou.


