Curitiba - A CPI da Copel também fez uma acareação entre a advogada e ex-procuradora da estatal Hortênsia Tardelli e o ex-diretor administrativo de Participações da Copel Mário Roberto Bertoni, para confrontar os depoimentos anteriores prestados pelos dois a respeito do contrato feito pela estatal e a Usina Elétrica a Gás (UEG) de Araucária.
O acordo entre as empresas foi firmado no dia 30 de maio de 2000. A instalação e operação da usina previam investimentos de aproximadamente US$ 300 milhões. No entanto, a compra de uma turbina não compatível com as especificações do gás da Bolívia, utilizado para a geração de energia, alterou os números. Isso gerou gastos adicionais de US$ 40 milhões foi preciso comprar um conversor de gás em energia elétrica. O ônus da compra ficou com a Copel, sócia que detém 20% das ações.
Para o deputado Vanderlei Iensen (PMDB), relator da subcomissão que apura a negociação coma UEG, é preciso analisar juridicamente a procuração em nome da advogada à época para saber qual a sua responsabilidade na negociação. Até agora, pelos dados levantados, os deputados devem indicar pelo rompimento do contrato entre a Copel e UEG. ''Foi mais um contrato lesivo para a empresa'', diz Iensen.(M.G.)

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