A CPI do Narcotráfico vaipedir hoje, em Brasília, a prisão do ex-secretário da Segurança Pública, Cândido Manoel Martins de Oliveira, dos delegados da Polícia Civil, João Ricardo Képes de Noronha, Mario Ramos e Emilio Wzorek (13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa), e do investigador Mauro Canuto. A informação foi dada pelo deputado Padre Roque (PT-PR), ao afirmar que o pedido de prisão deveria ter sido votado ontem, não fosse o afastamento por motivos de saúde do relator da CPI, deputado Moroni Torgan (PFL-CE).
A justificativa para o pedido de prisão contra Cândido Martins de Oliveira e Noronha é de desacato à CPI. Eles não compareceram para depor na audiência feita em Ponta Grossa, há menos de 10 dias. ‘‘O Candinho e os policiais foram convocados e não apareceram, apresentando atestados médicos que não colaram’’, afirmou Padre Roque.
Em relação aos demais policiais, o deputado informou que o relator já reuniu indícios suficientes para enquadrá-los por ‘‘formação de quadrilha’’.
Embora o pedido de prisão ainda não tenha sido votado pelos membros da CPI, Padre Roque disse que há pouca possibilidade de não ser encaminhado à Justiça.
Segundo o deputado paranaense, os demais membros da CPI estão convictos que tanto o ex-secretário quanto os demais policiais apresentaram ‘‘justificativas esfarrapadas’’ e não contribuiram para esclarecer as denúncias contra eles.
Esta será a segunda vez que a CPI pedirá a prisão de Noronha e de Mauro Canuto. Durante a permanência da CPI em Curitiba, na primeira semana de março, a Justiça decretou prisão preventiva dos dois, mas somente Canuto foi preso. Noronha sumiu, na época, e só reapareceu quando seus advogados conseguiram anular o pedido de prisão. Canuto ficou detido até conseguir um habeas corpus.
Os delegados João Ricardo Képes de Noronha, Mário Ramos e Emílio Wzorek são acusados de ter relações com o tráfico de drogas ou desmanche de carros no Estado. Noronha e Mário Ramos foram citados por testemunhas ouvidas quando a CPI esteve em Curitiba.
O ex-secretário Cândido Martins de Oliveira tem sido acusado de conivência com os delegados, pois foi quem indicou Noronha para o cargo de delegado geral.
Deputados que integram a CPI do Narcotráfico estiveram no início do mês em Foz do Iguaçu e nos dias 9 e 10, em Ponta Grossa, onde pretendiam ouvir Cândido de Oliveira, Noronha e os outros dois delegados. Foram colhidos depoimentos de 12 pessoas, mas nenhuma delas fez revelaçõesções de impacto.

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