Curitiba - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Universidades, instalada na Assembléia Legislativa, agendou para a próxima segunda-feira, dia 26, depoimentos com funcionários, diretores e outras pessoas ligadas à Universidade Estadual de Londrina (UEL). O presidente da CPI, deputado estadual Mário Sérgio Bradock (PMDB), confirmou ontem que teria recebido denúncias envolvendo a UEL, mas não quis adiantar os nomes dos depoentes nem as suspeitas de irregularidades.
Até ontem pela manhã a direção da UEL não tinha sido comunicada sobre a audiência de segunda-feira. Segundo a assessoria de imprensa, a instituição apenas recebeu um pedido para que providencie cópias de uma série de documentos para análise da CPI. Os deputados querem saber, por exemplo, quanto se gastou com publicidade em 2003. A papelada já está sendo organizada pela reitoria.
Desta vez, a comissão optou por ouvir os depoimentos na própria Assembléia, em Curitiba. Com essa decisão os deputados estariam tentando evitar mais uma situação constrangedora, como aconteceu no último dia 30 março, quando os parlamentares viajaram a Ponta Grossa para ouvirem depoimentos de oito pessoas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). ''A situação foi constrangedora porque a sala estava lotada de estudantes e professores'', conta o relator da comissão, deputado Neivo Beraldin (PDT).
A princípio, a CPI das Universidades ia apurar apenas denúncias contra a UEPG, a partir de um dossiê elaborado pelo sindicato que representa os servidores da universidade e que aponta supostas irregularidades administrativas e desvios de recursos públicos. A comissão, no entanto, decidiu estender as investigações para as outras instituições de ensino superior do Estado. A intenção seria levantar a situação financeira das universidades e a contratação de professores.
Segundo Beraldin, após ouvir os depoimentos e analisar a documentação entregue pela UEPG, a comissão decidiu pedir a quebra de sigilo bancário de algumas pessoas, além de lacrar documentos existentes na universidade. ''Há fortes indícios de que há iregularidades'', afirmou. Entre elas, são apontados o desvio de receita do Departamento de Odontologia da UEPG, mau uso dos equipamentos e venda de animais da Fazenda Escola, e desvio de combustíveis.

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