A CPI do Narcotráfico da Assembléia Legislativa do Paraná se instala hoje em Maringá, para ‘‘cruzar’’ informações com todos os setores envolvidos e auxiliar no combate a crimes ligados ao tráfico de drogas. A partir das 9 horas os deputados começam a ouvir promotores e juízes da cidade, no Fórum, além de comandantes da Polícia Militar e delegados das principais cidades da região. O deputado estadual Ricardo Maia (PSB), que pediu a instalação da CPI em Maringá, disse ontem que 12 nomes suspeitos de envolvimento com o narcotráfico podem ser convocados.
Primeiro, explica Maia, os deputados vão verificar o andamento das investigações dos denunciados. ‘‘Os que puderem ser ouvidos nós pretendemos convocar’’, avisou. Ele disse ainda que a CPI vai se unir à polícia para levantar informações sobre a existência de um laboratório de refino ou mistura de cocaína em Maringá. O delegado-chefe da 9ª Subdivisão Policial, Maurício de Oliveira Camargo, espera uma parceria com a CPI para ‘‘somar informações e fazer as investigações avançarem’’.
Todas as audiências programadas serão ‘‘secretas e sigilosas’’. Maia promete, no entanto, divulgar os resultados que não atrapalhem as investigações. ‘‘Algumas informações devem ficar apenas em poder da polícia, para não prejudicar o trabalho de todos os setores envolvidos’’, lembra. Ele defende ainda a privacidade e a segurança dos convocados para depor. ‘‘Eles acabam virando alvo fácil a partir da divulgação de nomes’’, diz. Maringá será a primeira cidade do interior a receber a CPI estadual.

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