CPI das telefônicas ouve Procon
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segunda-feira, 13 de maio de 2002
Rodrigo Sais <br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada para investigar cobranças indevidas no sistema de telefonia pela Câmara Municipal de Curitiba ouviu ontem o coordenador estadual do Procon, Naim Akel Filho. O foco da CPI são as irregularidades supostamente cometidas pela Telepar Brasil Telecom após a privatização da empresa em 1998.
Segundo Akel Filho, desde 1999 a Brasil Telecom vem liderando o ranking de reclamações no Procon, enquanto as demais empresas de telefonia melhoraram seus serviços. Em 2000, a Brasil Telecom encabeçava a lista, com a Embratel e a TIM Celular ocupando a segunda e a terceira posição. No ano seguinte, a empresa continuou liderando o ranking com 8.686 reclamações, enquanto as outras empresas caíram para a oitava e a quinta posição, respectivamente.
O argumento da Brasil Telecom, que afirma que só lidera o ranking do Procon por prestar um serviço que atinge toda a população, não convence Akel Filho. Empresas como a Sanepar e a Copel atingem uma população ainda maior, mas não recebemos tantas queixas sobre essas estatais, rebateu.
A CPI ouviu ontem também o consultor Dicésar Vianna, que apresentou um disquete que comprovaria irregularidades no repasse de informações da Brasil Telecom à Anatel, agência que regulamenta o setor de telefonia. Também foi ouvido o empresário João Alfredo Fayad Silva, que prestava serviços a uma sub-contratada da Brasil Telecom (Iecsa-Gta). A Brasil Telecom afirmou através de sua assessoria que só irá se manifestar a respeito das acusações quando for intimada a comparecer às sessões da CPI.


