CPI das Obras quer mais prazo
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segunda-feira, 08 de outubro de 2001
Denise Madueño<br> Agência Folha<br> De Brasília 
A comissão de sindicância da Câmara vota hoje o relatório final sobre a acusação de tentativa de extorsão de empreiteiros por integrantes da CPI das Obras Inacabadas sem ter chegado a uma resposta. Sem conclusões, a comissão vai pedir a prorrogação dos trabalhos, cujo prazo termina hoje. Já está na pauta de votação de hoje da Câmara o pedido de prorrogação da CPI por 50 dias, apresentado pelo líder do PSB, Rubens Bueno (PR).
Uma das conclusões que a comissão vai apresentar é justamente a falta de poderes para investigação. A comissão não teve acesso às ligações telefônicas dos deputados, à fita da Infraero que poderia identificar o empreiteiro que acusou a tentativa de extorsão no Aeroporto de Salvador ao líder do PSDB, Jutahy Júnior (BA), nem conseguiu depoimentos comprovando a denúncia.
A comissão quer que, em caso de prorrogação, os integrantes da CPI sejam trocados pelos líderes e que o presidente Damião Feliciano (PMDB-PB), principal acusado da suposta tentativa de extorsão, renuncie à presidência.
O empresário gaúcho Ronaldo Bolognese negou ontem que tenha sido extorquido para que seu nome e o de sua empresa fossem excluídos das investigações da comissão, de acordo com a Agência Câmara. ''Não fui procurado por nenhum deputado, e ninguém tentou me extorquir'', garantiu.
Já o empresário Luiz Carlos Anunciação Araújo, durante depoimento, entregou documentos que comprovariam a denúncia de que teria recebido proposta para emitir uma nota de R$ 15 milhões na cessão de um terreno para obras de ampliação do Aeroporto de Salvador, dos quais ficaria com R$ 4 milhões.


