Integrantes da CPI do Narcotráfico da Assembléia Legislativa de Minas Gerais fizeram ontem a leitura do relatório final das investigações, iniciadas há pouco mais de um ano. A CPI indiciou 53 acusados – entre eles, os deputados estadual Arlen Santiago (PTB) e federal Lael Varela (PFL-MG). O restante são PMs e policiais civis que estariam envolvidos com traficantes.
‘‘Vamos entregar o resultado dos trabalhos ao Ministério Público, que poderá processar todas essas pessoas’’, disse o relator da CPI, Rogério Correia (PT). No documento, os parlamentares também pedem ao governador Itamar Franco (sem partido) o afastamento do secretário de Segurança Pública, Mauro Lopes, acusado de envolvimento com a ‘‘banda podre’’ da Polícia Civil.
De acordo com Correia, no caso dos dois deputados, as providências pedidas são a instauração de comissões especiais na Câmara Federal e na Assembléia, com o objetivo de verificar possível ‘‘quebra de decoro’’.‘‘Esses processos podem culminar na cassação dos mandatos’’, disse.
Dono de empresas de venda de caminhões e carretas, entre outros empreendimentos, Varella é suspeito de liderar um esquema de aquisição de carretas por meio de ‘‘laranjas’’. Santiago foi acusado, junto com o irmão e empresário Paulo César Santiago, também indiciado, de envolvimento com o traficante Fernando Beira-Mar.

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