CPI das Drogas amplia presença no PR
Edinelson Alves
De Brasília
Especial para a Folha
A CPI do Narcotráfico definiu ontem estratégias sobre as investigações que fará no Paraná na próxima semana. Devido a importância das audiências que serão feitas no Estado, quando vão ser ouvidas testemunhas e possíveis envolvidos com o narcotráfico, os membros da CPI decidiram ontem que vão permanecer no Paraná de terça até sexta-feira.
O presidente da comissão, Magno Malta (PTB-ES), e o relator Moroni Torgan (PFL-CE) confirmaram que estarão comandando as investigações. Outros dez deputados e quatro assessores foram convocados para participar dessa cruzada contra o crime organizado no Paraná.
Até ontem, a orientação era de que as audiências deverão começar por Foz do Iguaçu devido as suspeitas de lavagem de dinheiro, contrabando, e também por causa da ação do crime organizado na fronteira.
O deputado Robson Tuma (PFL-SP), revelou à Folha que há uma investigação paralela sobre a remessa de dólares feitas através de Foz do Iguaçu. Sabemos que uma coisa está literalmente ligada a outra, pois são organizações criminosas que agem com contrabando, narcotráfico e a consequente lavagem do dinheiro, afirmou.
Tuma não soube informar se será possível, em apenas quatro dias, levantar e apurar todos os suspeitos que atuam no Paraná. Mas afirmou: Com certeza vamos levantar informações relevantes sobre a ação do crime organizado no Paraná e na fronteira com o Paraguai. Robson Tuma, a exemplo do que já havia dito o relator Moroni Torgan, assegurou que há fortes indícios do envolvimento de políciais com o crime organizado no Paraná.
O narcotráfico não foi ontem objeto de discussões e debates apenas na sessão interna da CPI. O deputado Aloizio Mercadante (PT-SP) cobrou apoio do plenário da Câmara para que a CPI do Narcotráfico, e também a CPI dos Medicamentos, possam superar todo tipo de pressão que está surgindo de grupos poderosos.
Mercadante citou o caso do Paraná, em seu discurso, e cobrou que a CPI tenha toda liberdade para apurar quem são os envolvidos com o narcotráfico e a lavagem de dinheiro no Estado. A CPI deve cumprir sua missão sem se preocupar se está contrariando os interesses desses ou daqueles poderosos, afirmou.





