Curitiba - A CPI das Universidades da Assembléia Legislativa retomou ontem pela manhã os trabalhos, depois do recesso durante a campanha eleitoral. Os deputados que integram a comissão apuram denúncias de contabilidade paralela dentro da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Ontem, foram ouvidos quatro servidores da UEPG sobre esse assunto.
A reunião da CPI ontem teve como foco a investigação sobre desvios de verbas do caixa da seção de receitas da universidade. Conforme as informações obtidas nos depoimentos, haveria um sistema de gerenciamento paralelo, chamado Hércules. Através dele ocorreria a contabilidade paralela. Isso porque eventuais contabilizações ''extra'' no Hércules alimentavam o sistema oficial usado no Estado, que é o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Falhas propiciariam o desvio de recursos.
O volume dos desvios ainda está sendo apurado pela CPI, que tem o deputado Mário Sérgio Bradock (PMDB) como presidente e Neivo Beraldin (PDT) como relator. Os desvios teriam acontecido provavelmente no período de 1998 a 2003.
Segundo a CPI, o software Hércules era totalmente desconhecido pela área de informática da UEPG, de acordo com o depoimento de um servidor que atuou durante 12 anos nesse setor.
A investigação dessas denúncias de desvios internos começou dentro da própria UEPG, antes mesmo de a CPI começar a funcionar, no início deste ano. De acordo com a procuradora da universidade, Adelângela Steudel, a UEPG abriu um processo administrativo em meados de 2003, um ano depois de o atual reitor, Paulo Godoy, assumir. Esse processo ainda está em fases de oitivas, segundo a procuradora.

mockup