Brasília - A bancada ruralista que integra a CPI da Terra apresentou ontem um relatório paralelo ao do deputado João Alfredo (PSOL-CE) e conseguiu adiar para a próxima terça-feira o desfecho da comissão. O prazo para conclusão da CPI expira na quarta-feira, dia 30. A CPI, entretanto, chega ao final com dois relatórios antagônicos, já que o parecer de João Alfredo, com 750 páginas, é considerado pelos ruralistas favorável ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).
O relatório alternativo apresentado ontem, de autoria do deputado Abelardo Lupion (PFL-PR), gerou polêmica, especialmente por sugerir o indiciamento de uma série de dirigentes do MST pelos crimes de formação de quadrilha e extorsão, entre eles o coordenador nacional do movimento João Pedro Stédile e o líder do MST no Pontal do Paranapanema (SP), José Rainha.
O contra-relatório de Lupion, com 370 páginas, pede ainda a formalização de um pedido de devolução de recursos federais destinados, com suspeita de irregularidades, a convênios com suas cooperativas ligadas ao MST - total de R$ 18 milhões.
O texto também sugere que a Polícia Federal e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) investiguem denúncias de treinamento de guerrilha e interferência das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em áreas do MST em Pernambuco.

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