CPI da Telefonia vai apurar declarações de Guelmann
A CPI da Telefonia que investiga as denúncias de escutas ilegais no Palácio Iguaçu e em comitês eleitorais promete aprofundar as investigações em torno da fita que o comitê do PFL teria usado para apreender jornais do PMDB na campanha de 1998, para o governo do Estado. Gerson Guelmann, secretário especial da Chefia de Gabinete do governador Jaime Lerner (PFL), disse na última sexta-feira a jornalistas que o comitê do PFL recebeu uma fita cassete de conversa do senador Roberto Requião (PMDB) então candidato à sucessão estadual , que teria sido grampeada. Guelmann negou que o grampo tenha sido feito a mando do Palácio Iguaçu e disse que o comitê recebeu a fita de um desconhecido.
Nereu Moura (PMDB), membro da CPI, disse a comissão vai esmiuçar o episódio. O líder da oposição, Waldyr Pugliesi (PMDB) classificou como absurdo o recebimento da gravação. Será que a fita caiu de pára-quedas no comitê?, ironizou Pugliesi. E mesmo que tenha recebido de um desconhecido, quem mandou usar?, emendou.
Os deputados ainda estão em busca de provas do esquema de escutas clandestinas. Por enquanto, a CPI trabalha apenas com os depoimentos que colheu. Moura disse que a comissão está indo atrás de provas, porque já tem evidências. Esse é um crime difícil de investigar, de inteligência. São pessoas que trabalham com espionagem, ponderou.
O relator da CPI, Algaci Túlio (PTB), disse que o depoimento prestado ontem pela ex-secretária da Administração Maria Elisa Paciornik à Comissão Especial montada pelo governo estadual para oficialmente investigar os grampos no governo não vai esvaziar o depoimento que a ex-secretária presta hoje à tarde à CPI. Eles que perguntem lá o que quiserem. Nós vamos fazer nossas apurações por aqui, declarou Túlio, acrescentando que as apurações da CPI serão mais profundas.
A CPI vai ouvir Maria Elisa a partir das 17 horas, após o término da sessão. Os deputados pretendem convocar nos próximos dias Gerson Guelmann e o chefe da Casa Militar, coronel Luis Antônio Borges Vieira.





