A nova versão da CPI da Telefonia também será presidida pelo deputado Tony Garcia (PPB), ex-aliado do governador Jaime Lerner (PFL). A comissão foi criada depois que o Tribunal de Justiça suspendeu, no último dia 18, a primeira versão da CPI, que investigava denúncias de escutas telefônicas ilegais no Palácio Iguaçu. A segunda CPI vai apurar irregularidades e abusos por parte das empresas de telefonia fixa e móvel, além de grampos na Telepar e no Banco HSBC – deixando de lado as investigações em torno do Executivo.
Garcia, que presidiu a primeira comissão de inquérito, disse que vai obedecer as normas do projeto de resolução que deu origem à CPI. Mas garantiu que a comissão não vai ser ‘‘laranja’’. Segundo ele, as apurações feitas até agora em torno da Telepar e do HSBC podem servir de embasamento para a nova comissão. Garcia aguarda a instalação oficial da CPI, e disse que pode iniciar os trabalhos em pleno recesso do Legislativo, que começa amanhã.
No geral, a composição da nova comissão foi pouco alterada. Do PTB, saiu Algaci Túlio e entrou Luiz Accorsi. A relatoria (que estavas nas mãos de Túlio) passou para o pefelista Plauto Miró Guimarães. (M.D.)

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