CPI da Telefonia ouve testemunhas
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segunda-feira, 07 de maio de 2001
Maria Duarte e Luciana Pombo De Curitiba 
A CPI da Telefonia da Assembléia Legislativa que está investigando as denúncias de escutas telefônicas ilegais no Palácio Iguaçu ouve hoje, a partir das 16 horas, os funcionários da Telepar e responsáveis pela Defense (empresa de assessoria e consultoria em segurança) Edgar Fontoura Filho e Jefferson Martins Storrer.
As denúncias foram feitas pelo cabo da PM Luiz Antonio Jordão, afastado da Casa Militar, que disse à CPI que os serviços de varreduras na sede do governo paranaense eram executados por Storrer e Fontoura. Hoje também deve ser ouvido o proprietário da Delta Distribuidora de Petróleo, Naun Galperin, autor de denúncia que resultou na prisão de acusados de grampos ligados ao Palácio Iguaçu.
Já a Comissão Especial de Investigação (CEI) do governo que vai apurar as denúncias sobre grampos no Palácio Iguaçu e em campanhas eleitorais traça hoje um roteiro de ação. A CEI é presidida pelo secretário de Segurança Pública, José Tavares, que negou que a comissão tenha sido criada para enfraquecer os trabalhos da CPI da Telefonia.
Tavares disse que não acredita no envolvimento de secretários do Estado no caso. Ele acredita que o cabo Jordão usou uma estratégia infeliz de defesa ao incriminar setores do governo. O coronel Gilberto Foltran, que tomou posse ontem como comandante da PM do Paraná, trabalhou na Casa Militar entre 1991 e 1993 e 1998 e 1999. Ele afirmou que no período em que esteve na Casa Militar nunca ouviu falar sobre grampos clandestinos.
O secretário-chefe da Casa Militar, coronel Luis Antônio Borges Vieira disse ontem que os grampos no Palácio não passam de alucinações. Segundo ele, não existem possibilidade dos telefones terem sido grampeados, pois a tecnologia não permitiria.
O senador Roberto Requião (PMDB) candidato à sucessão estadual em 2002 entrega hoje ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, notícia-crime com o objetivo de responsabilizar os autores das escutas ilegais nos telefones do partido durante a campanha eleitoral de 1998. Cabo Jordão disse que foram feitas apreensões de jornais de Requião, graças escutas ilegais.
O secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, adiantou que o governo vai tomar todas as providências necessárias. O senador não tem provas e está usando essas denúncias de grampos politicamente. ( Colaborou Katia Michelle)


