Foz do Iguaçu - Deputados federais da CPI da Pirataria visitaram ontem depósitos de mercadorias contrabandeadas e o sistema de repressão na Ponte da Amizade entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, na tríplice fronteira Brasil, Paraguai e Argentina. As visitas encerram os trabalhos iniciados terça-feira na cidade.
Pela manhã, os parlamentares acompanharam uma apreensão feita pela Polícia Federal (PF) de R$ 100 mil em mercadorias contrabandeadas. A carga estava em três ônibus que vinham de São Paulo. A comitiva também passou por camelôs e conheceu lojas e galpões paraguaios com produtos falsificados.
Para o presidente da CPI da Pirataria, deputado Luiz Antônio de Medeiros (PL/SP), os órgãos de segurança, em particular a Receita e a PF, precisam de investimentos em infra-estrutura, reforço no corpo técnico e capacitação profissional. Na sua opinião, os dados obtidos ajudarão a fundamentar pedidos de quebra de sigilo fiscal, bancário e fiscal dos investigados, além de embasar pedidos de prisão provisória de empresários do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
Atualmente, a vistoria é feita por amostragem, num índice não superior a 5% ao volume aos cerca de 15 mil veículos que circulam todos os dias pela fronteira. O delegado-chefe da Receita Federal, em Foz, Mauro de Brito, calcula que entra o equivalente a 20 carretas de mercadorias de contrabando. Medeiros e os deputados Josias Quintal (PMDB/RJ), Laura Carneiro (PFL/RJ), Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) também ouviram quatros empresários ligados a fabricação de cigarros no país vizinho.

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