CPI da Pirataria terá investigação na Câmara
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quarta-feira, 09 de junho de 2004
Agência Estado 
Brasília - O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou a pirataria no País só pôde ser votado ontem por causa de um acordo que transferiu para a Câmara a investigação do suposto envolvimento do presidente nacional do PP, deputado Pedro Corrêa (PE), com acusados de contrabando. Para continuar funcionando nos últimos quatro meses e fugir das pressões internas, a comissão fez um pacto com líderes partidários de não quebrar o sigilo bancário de Corrêa nem da filha dele Aline Lemos Corrêa e não convocar o deputado para depor.
''Fizemos um acordo tático, mas não deixamos de colocar no relatório a relação do deputado e da família dele com o contrabando'', afirmou o presidente da comissão, Luiz Antonio de Medeiros (PL-SP), no discurso de encerramento dos trabalhos da CPI.
Os integrantes da comissão fizeram o acordo para evitar que a apuração em outras frentes fosse interrompida, o que tornou possível a prisão do comerciante Law Kin Chong, indiciado pela Polícia Federal (PF) por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro e obstrução aos trabalhos da CPI.
Ontem, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), defendeu a punição de todos os envolvidos em contrabando e atos ilícitos, ao receber o relatório final da CPI.


