Curitiba - A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da JMK, que investiga a empresa encarregada da manutenção dos veículos do Paraná, ouviu nessa terça-feira (9) a ex-secretária de Administração Marcia Carla Pereira Ribeiro, que ocupou o cargo entre 2016 e 2017, e Lucas Augusto Ribeiro Caetano, então diretor do Departamento de Gestão do Transporte Oficial. Os deputados rejeitaram, porém, um pedido para que o ex-chefe da Casa Civil Valdir Rossoni (PSDB) também prestasse depoimento.


Segundo o relator do grupo, Delegado Jacovós (PR), muitos parlamentares entendem que ainda é preciso ouvir mais pessoas do setor responsável antes de partir para a convocação de nomes como o de Rossoni. O ex-presidente da AL (Assembleia Legislativa) e ex-deputado federal era um dos principais aliados do ex-governador Beto Richa (PSDB). Nesta quarta-feira (10) a oitiva será com o também ex-secretário de Administração Fernando Ghignone, que comandou a pasta de meados de 2017 a 2018.


Ainda de acordo com Jacovós, já é possível detectar que o Estado foi “omisso”. “Tinha uma cláusula no contrato original que parece brincadeira. Permitia que a própria JMK fosse a principal fiscalizadora do contrato. Outra cláusula permitia que o Estado também fiscalizasse, mas vejam o tamanho do absurdo: 1.200 empresas eram credenciadas para prestar serviço e um único servidor fiscalizava”. Os membros da CPI também aprovaram um requerimento pedindo a quebra do sigilo de 20 oficinas que faziam a manutenção da frota.

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