Curitiba - A CPI da Espionagem na Assembleia Legislativa (AL) não conseguiu avançar na tentativa de descobrir quem foram os autores dos supostos grampos telefônicos instalados na Casa. A coordenadora de telefonia da AL, Silvana Bruell, durante depoimento ontem, confirmou que estava impedida de entrar na sala de PABX da AL, localizada no térreo do edifício, porque havia ordem ''de seguranças'' que, sem justificativa, passaram ''um recado'' para que ela não entrasse mais no local. Ela se negou, contudo, a entregar nomes. Questionada pela deputada estadual Cantora Mara Lima (PSDB) se ainda havia receio em falar sobre o assunto, Silvana devolveu com uma pergunta: ''Você tem filhos?''.
Silvana admitiu apenas que obedeceu a ordem ''por precaução''. ''Pelo tempo que eu trabalho aqui, a gente sabia que meia palavra já era o bastante'', afirmou ela. A servidora disse que, antes da empresa Embrasil realizar a varredura na AL, ela não entrava na sala de PABX ''há um ano e meio''. Os técnicos da Embrasil, durante a varredura encomendada pela nova direção da AL em fevereiro, afirmam que encontraram na sala um grampo telefônico ''clássico''.
Também durante seu depoimento, Silvana disse que um tempo atrás circulava a informação de que os seguranças pretendiam acompanhar todo o trabalho do técnico que, quase diariamente, entrava na sala de PABX para fazer a manutenção. Em fevereiro, o atual presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), alegando que havia um ''poder paralelo'' na Casa mantido por seguranças, solicitou apoio da Polícia Militar.

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