Curitiba - Os deputados que integram a CPI da Copel querem dar um desfecho à série de depoimentos que vem sendo colhidos toda a semana. Ontem, pela manhã, eles decidiram após conversarem com seis diretores da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) e analisarem documentos que irão fazer, a partir de segunda-feira, pelo menos três acareações.
A primeira acareação deve ser entre o ex-sócio da Tradener Fábio Ramos (idealizador da empresa) e o diretor-presidente, Walfrido Ávila. A Tradener é a empresa responsável pela comercialização de energia elétrica excedente da Copel para outros estados brasileiros. ''Os dois depoimentos apresentaram contradições. Vamos confrontar os dois numa audiência'', avisou Marcos Isfer (PPS), presidente da CPI.
Outra acareação deverá ser realizada entre diretores da empresa norte-americana El Paso, que é sócia majoritária da Usina Elétrica à Gás (UEG) de Araucária, Petrobras e Copel, estas sócias minoritárias. A intenção é verificar os erros do contrato realizado entre as empresas. Os deputados acreditam que a única prejudicada com a não operacionalização da UEG é Copel, que arca com todos os prejuízos sozinha. Enquanto que os lucros da usina são divididos de forma não paritária. A correção da El Paso é pelo dólar, enquanto a Copel e a Petrobras recebem dividendos com correção de índices inflacionários nacionais.
A última acareação prometida pelos deputados que deverá ser realizada diz respeito à compra de créditos tributários indevidos da Olvepar S.A. Indústria e Comércio pela Copel. Deverão ser acareados o ex-diretor Ricardo Portugal e os ex-gerentes da Coordenadoria de Gestão Contábil e Financeira da Copel Cézar Antônio Bordin e André Grocheveski Neto.
Os deputados da CPI votaram e aprovaram também ontem a quebra do sigilo bancário de 11 pessoas e empresas envolvidas no caso, que aguarda julgamento judicial. Estas empresas e pessoas, direta ou indiretamente, estão envolvidas na operação que movimentou R$ 39,6 milhões. Os deputados aguardam agora uma manifestação da 2 Vara Criminal de Curitiba para terem acesso às informações bancárias. (Colaborou Leandro Donatti)

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