CPI da Aneel começa com briga na base
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
Luciana Nunes Leal<br>Agência Estado 
Brasília - Começou com briga entre os governistas a CPI instalada ontem na Câmara para investigar os critérios de definição das tarifas de energia, a atuação das companhias distribuidoras e a fiscalização a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), reguladora do setor. PP e PMDB se uniram, isolaram o PT e ficaram com a presidência e a relatoria da comissão. A CPI é motivo de preocupação para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, do PMDB, embora a investigação esteja sob o controle de companheiros peemedebistas. Lobão pediu ''cautela'' aos deputados na condução das investigações.
Em protesto por ter sido excluído na divisão dos cargos, os petistas boicotaram a reunião em que o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) foi eleito por unanimidade presidente da chamada CPI da Aneel. Indicado pelo colega do PP, Alexandre Santos (PMDB-RJ) será o relator.
O relator anunciou que o ministro Lobão será ''convidado'' a depor na CPI, para explicar a política do governo em relação à energia elétrica e as medidas para evitar um apagão no futuro. Segundo um peemedebista envolvido na criação da CPI, há um acordo com o ministro para que as investigações referentes às companhias distribuidoras, concessionárias do poder público, sejam proteladas. Segundo o parlamentar, Lobão quer evitar constrangimentos com convocação de empresários e também a exposição excessiva das companhias.
O setor elétrico - que sofre grande influência do PMDB - é um dos que mais atraem o interesse de políticos. A área envolve contratos de altos valores para produção e distribuição e empresas de peso, públicas e privadas. Os projetos de geração de energia estão entre os mais importantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o maior plano de ação dos dois últimos anos do governo Lula. Esses pontos explicam não apenas o interesse pelo comando da CPI como as preocupações com os rumos da investigação.


