Na próxima quinta-feira, os membros da CPI da Copel/Sercomtel deverão tomar o depoimento do ex-presidente da Sercomtel, Rubens Pavan; do ex-servidor da Copel, Alceu Adalberto Fardin; e dos ex-secretários de Londrina, Gino Azzolini Neto (Governo) e Luiz César Guedes (Fazenda).
Os deputados querem saber detalhes sobre a venda de 45% das ações da Sercomtel para a Copel, em maio de 1998. A negociação envolveu R$ 186 milhões.
''Essas pessoas são as que na época da transação estavam à frente da Sercomtel ou da Prefeitura. Parece-me que há uns prospectos que não estão esclarecidos na transação'', justificou o presidente da comissão, Marcos Isfer (PPS). O deputado não descartou a convocação do ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido), para depor na CPI. ''Se houver necessidade ele será convocado'', resumiu.
A convocação do ex-prefeito pela comissão é defendida pelo advogado de Pavan, Gilberto Baumann de Lima. ''O Rubens era presidente da Sercomtel, de propriedade do município. Mesmo que ele quisesse, não vendeu absolutamente nada, não tinha condições de vender. Quem poderá esclarecer (a negociação), sem dúvida, é o prefeito da época'', afirmou.
Apesar de ainda não ter sido notificado, Baumann adiantou que Pavan deverá repetir as declarações prestadas ao Ministério Público (MP), que também investiga o caso. ''Se ele for convocado irá e repetirá todos os depoimentos anteriores. Não há absolutamente nenhuma irregularidade como ele já pôde esclarecer.''
Azzolini disse que também não foi notificado, mas que considera um ''equívoco'' sua convocação. ''Eu era secretário de Governo na época da venda. Não tem razão para isso (convocação), não era da minha competência. Deveriam convocar as pessoas que participaram da operação. Não era diretor da Sercomtel e não assinei nenhum documento'', argumentou, o ex-secretário, que disse que não confirmou seu depoimento à CPI.
A Folha tentou entrar em contato com Guedes, mas o seu celular estava desligado. Fardin, que mora em Curitiba, não foi localizado.

mockup