O presidente do Banestado, Domingos Murta Ramalho, será convocado para prestar depoimento na CPI dos Títulos Públicos, no Senado Federal, na semana que vem.
A data do depoimento será marcada pelos membros da CPI na segunda-feira. ‘‘A audiência deve acontecer entre quarta e sexta-feira’’, adiantou o relator da comissão, senador Roberto Requião (PMDB).
Além de Murta Ramalho, a CPI vai convocar os ex-presidentes da Banestado Leasing, Osvaldo Magalhães dos Santos (atual secretário de Esporte e Turismo), e da Banestado Corretora, Wilson Mugnaini.
O atual diretor da corretora, Carlos Valente de Castro, também pode ser convocado. Ele assumiu o cargo em outubro do ano passado. A CPI também vai convocar a direção dos bancos Bradesco e Multiplex.
O relator da CPI adiantou que Murta Ramalho terá que apresentar relatório completo sobre a compra pela Banestado Corretora de R$ 274,6 milhões em títulos públicos emitidos por Alagoas (R$ 100.513.199,00), Pernambuco (R$ 73.545.406,20), Osasco (R$ 52.462.217,63), Guarulhos (R$ 10.595.135,51) e Paraná (R$ 37.559.419,84).
Uma das perguntas que os membros da CPI deverão fazer é sobre a data em que o banco fez as compras dos títulos, de que instituições e a que preço. Se as instituições que venderam esses títulos haviam comprado no leilão primário ou no mercado secundário deverá ser outra das questões.
Os convocados deverão responder também sobre que preço pagaram em relação ao valor de face. Por que o banco carregou na compra de títulos de Alagoas e Pernambuco e não se interessou pelos papéis de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul?
Sobre a emissão de R$ 300 milhões em debêntures pela Banestado Leasing, Requião disse que Osvaldo Magalhães dos Santos terá que informar quais as instituições que compraram esses papéis, em que data e como foram efetuados os pagamentos. A CPI também vai pedir explicações sobre o prejuízo da Leasing de R$ 71 milhões no ano passado e o aporte de capital de R$ 40 milhões por parte do banco. ‘‘São todas questões técnicas e pertinentes às investigações da CPI’’, afirmou o relator.

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