CPI contra Cassio divide oposicionistas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de novembro de 2001
Rodrigo Sais<br>De Curitiba 
A coleta de assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de caixa 2 na campanha do prefeito Cassio Taniguchi (PFL) está causando controvérsia até mesmo entre a bancada de oposição da Câmara Municipal de Curitiba. Os vereadores do PMDB e do PT não conseguem chegar a um acordo sobre o melhor momento para reunir as 12 assinaturas necessárias e propor a instalação da CPI.
Até agora, nove vereadores já assinaram o requerimento. A oposição espera contar ainda com as assinaturas dos peemedebistas Celso Torquato e Alexandre Khury, e Arlete Caramês (PPS). Os dois vereadores do PMDB já afirmaram que só assinam caso o presidente do diretório estadual do partido, o senador Roberto Requião, feche questão em torno do assunto.
Requião, que já havia se pronunciado em uma reunião com os líderes da oposição na Câmara no dia 9 deste mês, reiterou a posição de esperar um momento melhor para propor a CPI. ''O que adianta montar uma comissão que será presidida e relatada por vereadores filiados ao governo?'', questiona.
O requerimento foi assinado na semana passada pelos seis vereadores do PT. Segundo o líder da bancada de oposição, Paulo Salamuni (PMDB), a iniciativa prejudicou o PMDB. ''Não era o melhor momento para assinarmos. Mas como o PT adiantou-se na questão, ficamos em situação delicada. Eu e o vereador Marcelo Almeida resolvemos assinar por uma questão de princípios'', explica Salamuni.
Ele também criticou a bancada petista. ''Não adianta termos as 12 assinaturas e guardá-las na gaveta. Mesmo que não tenhamos a presidência da CPI, temos que propor a investigação para mostrar a sociedade que não estamos omissos.''


