CPI começa hoje a tomar depoimentos
Além do Ministério Público (MP), a Câmara de Vereadores de Joaquim Távora também está investigando se houve fraude nas licitações para compra de remédios e materiais médico-hospitalares para o Município. Há duas semanas, o Plenário acatadou requerimento de três vereadores e aprovou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso. Os primeiros depoimentos começam a ser tomados hoje, a partir das 18 horas.
De acordo com o relator da CPI, vereador Emílio Calil Neto (PSDB), o Legislativo soube de possíveis irregularidades no setor de Saúde por meio de uma reunião ocorrida 10 dias antes de a comissão ser instaurada. Na ocasião, afirmou, o prefeito Wiliam Walter Ovçar (PSL) teria se reunido com os parlamentares em seu gabinete para comunicar a possibilidade de irregularidades dentro da Secretaria de Saúde. Além do relato do chefe do Executivo, a Comissão ainda recebeu anteontem cópias de toda a documentação encaminhada no mesmo dia ao Ministério Público (MP).
''Soubemos pelo prefeito da possibilidade de superfaturamento em remédios e outros materiais. Mas ainda precisamos analisar os papéis que recebemos e ouvir as pessoas que precisam depor'', afirmou o tucano, para completar: ''Mesmo assim, o chefe do Executivo ficou de tomar algumas atitudes de imediato, só que não as tomou. Disse que iria afastar alguns funcionários, por exemplo, e não o fez'', reclamou, referindo-se ao fato de que membros da comissão de licitação dissolvida pelo prefeito (leia texto nesta página) ainda integram o setor de Tesouraria da Prefeitura.
Entre os depoentes de hoje estão o ex-secretário que formalizou a denúncia ao MP, Carlos Henrique Castanheira, e os funcionários que integravam a comissão e a assessoria jurídica do Executivo. Conforme o relator da CPI, Ovçar também pode ser chamado a dar explicações à Comissão. (J.G.)





